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Osteoporose

Mais comum em pessoas com idade avançada

Definição

A osteoporose é uma doença do sistema esquelético caracterizada pela diminuição da massa óssea e deterioração estrutural do tecido ósseo, com o conseqüente aumento da fragilidade do osso e a susceptibilidade para desenvolver fraturas.
Qualquer osso do esqueleto pode ser lesionado, com exceção aos do crânio. As fraturas mais freqüentes são as do quadril, coxa, pulso e os achatamentos vertebrais.
A osteoporose é uma doença típica das pessoas em idade avançada, principalmente nas mulheres.
Calcula-se que 30% das mulheres no período da pós-menopausa possam ter osteoporose, cuja incidência aumenta exponencialmente a partir dos 70 anos.
A menopausa representa uma das principais causas da osteoporose, devido a uma diminuição no nível de estrógenos.

Fatores

Múltiplos fatores contribuem para diminuir a densidade óssea. Destacam-se:
 

  • Menopausa: a diminuição de estrógenos acelera a perda de massa óssea.

  •  Idade: entre 35 e 40 anos ocorre uma perda fisiológica de ossos.

  • Andrógenos: a deficiência deste hormônio nos homens.

  • Sexo: ao fim do desenvolvimento, a massa óssea das mulheres é menor.

  • Corticóides: níveis elevados de corticóides, endógenos (Síndrome de Cushing) ou exógenos (medicamentos).

  • Hormônio tireoidiano: aumenta a reabsorção óssea.

  • Dieta: pobre em cálcio e vitamina D, sobretudo durante o crescimento.

  • Exercício físico: sua falta durante o desenvolvimento dificulta a aquisição de massa óssea. O sedentarismo, em qualquer idade, também é prejudicial.

  • Hábitos sociais: tabaco, álcool e café.

    Quadro clínico

    As fraturas, juntamente com outros sintomas que as acompanham (dor, impotência funcional, deformidade), constituem o traço clínico fundamental desta doença.
     

  • Dor: é o principal sintoma. Nas fraturas de ossos grandes (fêmur ou rádio), a dor é brusca e intensa. Nos achatamentos vertebrais, pode-se distinguir dois tipos de dor: uma aguda, intensa e localizada e outra insidiosa, contínua e de localização difusa.

  • Deformidade: a acumulação de fraturas vertebrais provoca uma série de mudanças na estrutura corporal.

  • Alteração da mobilidade: além da restrição imposta pela dor, a sucessão de achatamentos vertebrais provoca uma série de modificações dos hábitos corporais que podem dificultar a função respiratória, a postura e o caminhar.

    Tratamento

    Sem dúvidas, o melhor tratamento é a prevenção.
    O exercício físico, dentro das limitações de cada pessoa, é uma boa medida preventiva. Caminhar durante 30 a 60 minutos, 3 a 4 vezes por semana pode ser suficiente. Também são úteis os exercícios para tonificar a musculatura das costas.
    Deve-se aumentar a ingestão de cálcio, através de produtos lácteos ou mediante administração de sais de cálcio. Também deve-se suprir os requerimentos mínimos de vitamina D.
    No período da menopausa, os estrógenos diminuem claramente a perda de massa óssea e reduzem significativamente a incidência de fraturas vertebrais e dos quadris (em torno de 60%).

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